Paraty além das praias: 7 passeios para incluir no roteiro

Quem visita Paraty costuma passear pelas ruas de pedra do centro histórico, onde o movimento se concentra entre os casarões coloniais e igrejas. Mas basta seguir em direção à serra para o cenário mudar. A estrada para Cunha leva a cachoeiras, alambiques e trechos do antigo Caminho do Ouro, enquanto os arredores da cidade guardam comunidades tradicionais.

As praias e ilhas da baía continuam sendo parte importante da viagem, mas não são a única maneira de passar os dias pelo destino. Entre uma caminhada pelo centro e um mergulho na água doce, o roteiro pode incluir atrações que ajudam a entender a história e os costumes de Paraty.

A seguir, confira sete programas para fazer em Paraty além das praias:

1. Caminhar pelo centro histórico

Com as ruas fechadas para carros, o centro histórico de Paraty é perfeito para flanar. Na Rua do Comércio ficam lojas de artesanato e algumas marcas conhecidas.

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De frente para a baía, a Igreja de Nossa Senhora das Dores, construída em 1800, abre para visitação aos sábados. Já a Casa da Cultura, na Rua Doutor Samuel da Costa, recebe exposições temporárias, enquanto o Cinema da Praça, na Rua Marechal Deodoro, exibe filmes dentro de um casarão histórico.

Na Rua Santa Rita, a Igreja de Santa Rita de Cássia, erguida em 1722, chama atenção pela localização voltada para o mar. Em seu interior funciona o Museu de Arte Sacra, com peças dos séculos 17, 18 e 19 encontradas na região.

Para entender melhor as histórias por trás desse conjunto colonial, vale participar do Free Walking Tour Paraty. O passeio gratuito sai da Praça da Matriz diariamente, às 10h30 e às 17h, e dura cerca de duas horas. Durante a caminhada, são contadas curiosidades sobre o calçamento feito com pedras retiradas das cachoeiras e os símbolos maçônicos presentes nas fachadas dos casarões.

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Igreja de Santa Rita de Cássia vista da baía (Auluz/Pixabay)

2. Subir até o Forte Defensor Perpétuo

Construído em 1793 para proteger o escoamento do ouro que passava pela Estrada Real, o Forte Defensor Perpétuo fica no alto de um morro e o acesso é feito a pé por um caminho pavimentado, cercado de mata. No percurso e já no alto, a recompensa é a vista para a Baía de Paraty.

Hoje, o espaço abriga um museu com peças ligadas à história de Paraty, incluindo antigos instrumentos usados na produção de açúcar, objetos de fazendas da região e canhões britânicos que faziam parte da estrutura de defesa.

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A visita pode ser feita de quarta a sexta, das 10h às 17h, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 14h. A área externa fica aberta diariamente, das 7h às 19h.

A fotografia mostra um barco num mar azul atrás de pedras marrons
O Forte Defensor Perpétuo fica no alto de um morro (Ministério da Cultura/Wikimedia Commons)

3. Escorregar na Cachoeira do Tobogã

A cerca de 20 minutos de carro do centro histórico, a Cachoeira do Tobogã é uma das mais conhecidas de Paraty. O nome vem da enorme pedra lisa por onde a água escorre até um poço de água fria, formando um escorregador natural. Dá para descer sentado ou deitado e terminar o percurso dentro da água.

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O acesso fica na Estrada Paraty-Cunha, no bairro da Penha, próximo à Igreja Nossa Senhora da Penha. A partir da cachoeira, uma trilha de aproximadamente 100 metros leva ao Poço do Tarzan, outra piscina natural cercada por pedras.

Cachoeira do Tobogã, Paraty, Rio de Janeiro, Brasil
Os mais aventureiros escorregam na Cachoeira do Tobogã de pé, embora a prática não seja recomendada (Mike Peel/Wikimedia Commons)

4. Conhecer o Poço Usina e a Cachoeira da Pedra Branca

A cerca de 30 minutos de carro do centro de Paraty, a Cachoeira da Pedra Branca e o Poço Usina ficam na estrada que leva a Cunha e podem ser visitados no mesmo passeio, já que estão na mesma propriedade particular.

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O Poço Usina tem uma queda d’água que forma um poço para banho, mas exige mais atenção por causa da correnteza. Já a Cachoeira da Pedra Branca costuma ser a preferida de quem busca um banho mais tranquilo. O acesso é feito por uma trilha de cerca de cinco minutos, que leva à queda principal, a uma ducha natural e a piscinas naturais. Ao lado da cachoeira, também ficam as ruínas da primeira usina de força de Paraty.

pedra-branca-paraty
A Cachoeira da Pedra Branca é cercada pela Mata Atlântica (Mike Peel (www.mikepeel.net)/Wikimedia Commons)

5. Percorrer o Caminho do Ouro

Entre as trilhas, o Caminho do Ouro percorre um trecho da antiga estrada construída por escravizados entre os séculos 17 e 19. A rota ligava Minas Gerais ao litoral e teve papel importante no transporte do ouro até o porto de Paraty durante o chamado Ciclo do Ouro.

Hoje, parte do caminho permanece preservada e atravessa uma área de Mata Atlântica. O percurso tem 2,5 quilômetros e leva cerca de duas horas, com trechos que permitem observar os antigos calçamentos e marcos da estrada ao longo da caminhada.

A entrada fica em frente à Igreja Nossa Senhora da Penha, no bairro da Penha, próxima à Cachoeira do Tobogã. Como o trecho passa por propriedades particulares, a visitação só pode ser feita com acompanhamento de guia autorizado.

 

6. Visitar um alambique

A produção de cachaça faz parte da história de Paraty há séculos. Durante os períodos Colonial e Imperial, a cidade se consolidou como um dos principais polos produtores da bebida no país, tradição que permanece viva em alambiques que preservam métodos artesanais e recebem visitantes.

No Coqueiro, um tour guiado apresenta a trajetória da família responsável pela produção, que fabrica cachaça desde 1803. O Engenho D’Ouro, próximo à cachoeira do Tobogã, oferece visitas acompanhadas de degustações.

No caminho para o Poço Usina e a Cachoeira da Pedra Branca está a Paratiana, conhecida pela cachaça Gabriela, produzida com cravo e canela, e pelo tour completo pelas instalações. Já a Maria Izabel é uma das cachaçarias mais artesanais da região e recebe visitantes para mostrar de perto as etapas de produção da bebida.

7. Conhecer o Quilombo do Campinho

Fundado no fim do século 19, o Quilombo do Campinho foi a primeira comunidade quilombola titulada do estado do Rio de Janeiro. Localizado no km 584 da BR-101, o território reúne hoje cerca de 170 famílias e recebe visitantes interessados em conhecer suas tradições.

Na visita, moradores mais velhos compartilham histórias da comunidade, enquanto as lojas de artesanato vendem cestos e outros objetos feitos de cipó, bambu e outras matérias-primas da região. Já o Restaurante do Quilombo, administrado coletivamente, serve pratos preparados com ingredientes produzidos ou encontrados no entorno, como peixe, taioba, farinha artesanal e juçara.

A comunidade também recebe visitantes em atividades de turismo de base comunitária, com roteiros guiados por moradores, oficinas de cestaria, degustações e apresentações culturais, como o jongo.

 

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Fonte: https://viagemeturismo.abril.com.br/brasil/paraty-alem-das-praias-7-passeios-para-incluir-no-roteiro/