Líderes europeus forçaram burrice e bajulação para falar com Trump, diz Wall Street Journal

Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: reprodução

O relacionamento entre líderes europeus e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi marcado por uma estratégia cuidadosamente planejada de bajulação, adaptação de linguagem e controle de danos para evitar rompimentos diplomáticos. A descrição faz parte de uma reportagem do Wall Street Journal, que detalha como chefes de Estado moldaram seu comportamento para conquistar a confiança do republicano e manter os EUA comprometidos com a OTAN.

Segundo o jornal, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, assumiu como missão pessoal impedir que Trump se afastasse da aliança militar. Para isso, passou a elogiá-lo publicamente com frequência e, nas conversas privadas por mensagem, imitava o estilo do presidente americano, reproduzindo sua sintaxe, frases curtas e tom hiperbólico. O desempenho foi tão convincente que alguns chefes de governo passaram a descrevê-lo como um ator que nunca saía do personagem.

A estratégia acabou sendo copiada por outros líderes europeus. Presidentes e primeiros-ministros chegaram a discutir entre si como deveriam redigir mensagens destinadas a Trump, debatendo inclusive quais palavras deveriam aparecer em letras maiúsculas para chamar sua atenção e agradar seu estilo de comunicação.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, em reunião na Otan. Foto: Reprodução

A adaptação também alcançou o vocabulário diplomático. Como Trump demonstrava resistência às sanções contra a Rússia, autoridades europeias passaram a substituir a palavra “sanções” por “tarifas” ao tratar de medidas econômicas contra Moscou. Da mesma forma, ao perceberem que Trump rejeitava a ideia de um cessar-fogo na Ucrânia, passaram a apresentar a proposta usando a expressão “parar a matança”, linguagem considerada mais alinhada ao discurso do presidente.

A reportagem relata ainda episódios que ilustram o comportamento de Trump nas reuniões com aliados. Em uma conversa sobre a Ucrânia, o presidente francês Emmanuel Macron participou de uma videoconferência organizada pelo então primeiro-ministro canadense Justin Trudeau. Quando um problema técnico impediu Trump de entrar na conversa, o presidente americano, irritado, arremessou o tablet usado para a chamada sobre a mesa Resolute, derrubando o aparelho no chão, segundo um funcionário presente.

Outro episódio descrito pelo Wall Street Journal envolve o então chanceler alemão Friedrich Merz. Trump teria levado o líder ao Salão Oval, referindo-se ao local como a “sala Lewinsky”, em alusão ao escândalo sexual envolvendo o ex-presidente Bill Clinton. Durante a visita, ainda incentivou Merz a levar bonés e produtos da campanha MAGA (“Make America Great Again”), dizendo que eles poderiam ser revendidos por milhares de dólares.

!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/lideres-europeus-forcaram-burrice-e-bajulacao-para-falar-com-trump-diz-wall-street-journal/