polícia refuta omissão e crime e pede arquivamento do caso

Roberto Farias Tomaz. Foto: Reprodução/RPC

A Delegacia de Campina Grande do Sul (PR) concluiu o inquérito sobre o desaparecimento de Roberto Farias Tomaz no Pico Paraná e recomendou o arquivamento do caso. A investigação, que durou quase cinco dias, concluiu que não houve crime nem omissão de socorro e a polícia também descartou a possibilidade de infração penal relacionada ao incidente.

Roberto (19) conseguiu sair da mata e pedir ajuda em uma fazenda de Antonina, após se perder durante uma caminhada. Ele havia subido o Pico Paraná no dia 31 de dezembro com sua amiga, Thayane Smith Moraes.

No dia seguinte, enquanto desciam a montanha com outros trilheiros, ele ficou para trás, perdeu o caminho e se separou do grupo. O delegado responsável, Glaison Lima, afirmou que Roberto se sentiu mal durante a subida, mas estava bem na descida e não apresentava sintomas que exigissem socorro. A investigação concluiu que ele pegou uma trilha errada e se perdeu.

“Após diversas diligências, análise de dados, análises de informações extraídas de telefones celulares, tanto da vítima quanto de pessoas envolvidas, a conclusão que chegamos é que não houve crime, não houve nenhum tipo de infração penal”, disse o delegado.

Roberto Farias é recebido por amigos e familiares em Pinhais (PR). Foto: Reprodução

Thayane, arrependida, disse à imprensa que foi irresponsável ao não manter a companhia de Roberto durante a caminhada. Roberto, por sua vez, afirmou em entrevista que não estava chateado com a amiga, mas reconheceu que o episódio poderia ter sido evitado.

Durante a caminhada, Roberto se sentiu mal após comer iogurte, o que o deixou mais lento. Ele explicou que ficou atrás de Thayane, que seguiu outro grupo de pessoas. Como o celular não estava funcionando, ele o deixou em um acampamento da montanha. A família do jovem registrou seu desaparecimento com as autoridades logo após o início das buscas.

O relatório final será encaminhado ao Judiciário com a recomendação de arquivamento, já que as investigações não encontraram evidências de crime ou omissão de socorro. O caso agora está oficialmente encerrado, com a liberação de Roberto sem maiores consequências legais.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/pico-parana-policia-refuta-omissao-e-crime-e-pede-arquivamento-do-caso/