O publicitário Thiago Miranda confirmou à coluna de Malu Gaspar no jornal O Globo ter intermediado as negociações que levaram o banqueiro Daniel Vorcaro a investir R$ 62 milhões no filme “Dark Horse”, produção sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, o valor inicialmente previsto seria maior, mas os repasses foram interrompidos após a crise envolvendo o Banco Master.
Miranda afirmou que o projeto chegou a ele por meio do deputado Mario Frias, que buscava investidores para financiar o longa. “Eu tive uma reunião com o Mario Frias, que me apresentou o projeto. Conversei com vários empresários e mostrei pro Daniel [Vorcaro]. O Daniel falou: ‘Cara, eu tenho interesse, sim, em patrocinar’. Na verdade, não é patrocinar, é ser investidor”, declarou.
O publicitário disse ainda que a ligação de Vorcaro com o filme não apareceria publicamente. Segundo ele, o contrato foi fechado após conversas entre os envolvidos. Miranda também comentou a participação do senador Flávio Bolsonaro, citado em mensagens divulgadas pelo The Intercept Brasil. “O Flávio nunca ficou na frente do filme, né? Sempre foi o Mario Frias”, prosseguiu.
Há cobranças sobre atrasos nos pagamentos entre as mensagens trocadas entre Flávio e Vorcaro. Em uma delas, enviada em 16 de novembro de 2025, o senador escreveu: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”. O parlamentar ainda enviou um áudio um dia antes da primeira prisão do banqueiro.

Segundo Miranda, Vorcaro era o único investidor do filme até a Operação Compliance Zero atingir o Banco Master. “Ele conseguiu botar R$ 62 milhões. E aí logo acontece tudo, ele vai preso e não consegue honrar o resto”, disse. O publicitário afirmou que depois disso Frias buscou novos investidores para concluir o projeto.
O longa “Dark Horse” tem estreia prevista para 11 de setembro deste ano, semanas antes do primeiro turno das eleições presidenciais. Miranda afirmou ter acompanhado gravações da produção e descreveu o projeto como “uma coisa astronômica, com produtores de fora, Hollywood, Los Angeles”.
Segundo o publicitário, a produção ocorreu de forma reservada. “O filme foi gravado e ninguém soube que estava sendo gravado”, contou. Ele também disse não saber quem foram os novos investidores que teriam entrado após a saída de Vorcaro do financiamento principal.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/publicitario-confirma-que-vorcaro-deu-r-62-milhoes-para-filme-de-bolsonaro/

