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Em um ambiente de negócios marcado pela busca por produtividade, inovação e retenção de talentos, o Programa de Aprendizagem Industrial do Senai vem se consolidando como um dos principais instrumentos para aproximar jovens em busca do primeiro emprego das indústrias que enfrentam dificuldade para encontrar técnicos qualificados no Rio Grande do Norte.
Inseridos no Programa Jovem Aprendiz, iniciativa federal que combina formação teórica e prática, os cursos do Senai articulam aprendizado em sala de aula com vivência profissional em médias e grandes empresas. O modelo atende simultaneamente a uma demanda social — a inserção do jovem no mercado de trabalho — e a uma necessidade estratégica das empresas, que passam a formar profissionais desde o início da trajetória laboral.
Segundo a analista de Educação do Senai-RN, Anaclécia Gonçalves, a aprendizagem profissional vai além do simples cumprimento de uma cota legal. “Essas atividades são realizadas no Senai e a vivência e a experiência profissional também são consolidadas na empresa. Os jovens são organizados em tarefas complexas e progressivas para a sua formação. Formar um jovem aprendiz é mais do que abrir uma vaga; é escolher o futuro que a empresa quer construir”, afirma.
Engajamento empresarial cresce
De acordo com Anaclécia, o número de empresas engajadas na oferta de vagas para jovens aprendizes tem aumentado, impulsionado pelo reconhecimento de que o programa gera mão de obra qualificada para o próprio negócio e para o mercado de trabalho.
“Investir na formação do jovem por meio da aprendizagem profissional significa formar talentos, impulsionar produtividade, inovação e resultados. Cada jovem aprendiz formado contribui diretamente para o desempenho da indústria”, diz a analista. Para ela, o programa atua como um vetor de fortalecimento do mundo do trabalho, ao alinhar competências técnicas às exigências reais do ambiente produtivo.
Os cursos ofertados pelo Senai-RN são estruturados exclusivamente a partir das demandas das empresas industriais. “Abrimos as vagas de acordo com o número de aprendizes encaminhados pelas empresas. São cursos com foco na indústria, que é o nosso segmento”, explica.
Formação sob medida para a indústria potiguar
O principal objetivo da iniciativa é a formação profissional qualificada, com consequente inserção do jovem no mercado de trabalho. Ao unir teoria e prática de forma simultânea, o modelo se apresenta como uma solução estratégica para empresas do Rio Grande do Norte moldarem profissionais alinhados à sua cultura organizacional desde o primeiro dia de contrato.
Além disso, o Senai oferece suporte às indústrias nos processos seletivos, utilizando bancos de talentos e critérios técnicos para tornar a escolha dos aprendizes mais assertiva. Para empresas contribuintes e associadas, o custo da formação é 100% gratuito, o que amplia o apelo econômico do programa.
Porta de entrada para o jovem
Para os jovens, a aprendizagem industrial representa uma porta de entrada gratuita e formal no mercado de trabalho. Podem participar estudantes a partir do 9º ano do Ensino Fundamental ou aqueles que já concluíram o Ensino Médio, com idades entre 14 e 24 anos — sem limite etário para pessoas com deficiência.
Diferentemente de um estágio, o contrato de aprendizagem garante direitos trabalhistas e previdenciários, como remuneração proporcional ao salário mínimo, 13º salário, FGTS e férias, que devem coincidir com o período escolar no caso de menores de 18 anos.
A jornada é controlada por lei: até 6 horas diárias para quem não concluiu o Ensino Fundamental e até 8 horas para quem já finalizou essa etapa. O contrato tem duração máxima de dois anos, vinculada ao período do curso, e não pode ser prorrogado nessa modalidade.
Da aprendizagem à efetivação
Embora o contrato tenha prazo determinado, o Senai estimula a efetivação dos jovens após o fim do ciclo de aprendizagem. Nesse estágio, as empresas já contam com profissionais treinados, familiarizados com seus processos produtivos e integrados à rotina organizacional.
A legislação também assegura a proteção do desenvolvimento do jovem, proibindo, por exemplo, o trabalho noturno — entre 22h e 5h — para menores de 18 anos. Com turmas flexíveis e acompanhamento pedagógico contínuo, o programa busca não apenas preencher vagas, mas formar os profissionais que sustentarão o futuro da indústria potiguar.
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Fonte: https://agorarn.com.br/ultimas/aprendizagem-industrial-do-senai-vira-estrategia-para-suprir-escassez-de-tecnicos-no-rn/

