O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), deixará o comando da pasta no próximo dia 2 de abril. A informação foi confirmada pela assessoria do próprio ministro nesta segunda-feira, 23. A saída ocorre em meio à reorganização política do governo federal com foco no cenário eleitoral deste ano.
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Na mesma data, Santana participou, ao lado do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), da cerimônia de premiação da segunda edição do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, realizada em Brasília. O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que comentou publicamente sobre a saída do ministro durante discurso.
Participação em evento e fala presidencial
Durante a cerimônia, o presidente Lula mencionou a decisão de Camilo Santana de deixar o ministério, relacionando-a ao contexto político-eleitoral. Segundo o presidente, o ministro pretende se dedicar à campanha, embora não seja candidato.
“Querido companheiro, ministro da Educação, que está nos deixando agora. Ele falou sabe por quê? Porque tem campanha eleitoral. E ele, embora não seja candidato, ele quer participar da campanha”, afirmou Lula.
A declaração reforça o papel estratégico que Santana deve desempenhar nos próximos meses, especialmente na articulação política do governo em regiões consideradas prioritárias.
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Camilo Santana deixa o MEC e não será candidato, diz Lula
De acordo com informações já divulgadas, Camilo Santana deve atuar como um dos coordenadores da campanha à reeleição do presidente Lula. A atuação será concentrada principalmente na região Nordeste, com foco nos estados da Bahia e do Ceará, considerados estratégicos no cenário eleitoral.
Assim como o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias (PT-PI), Santana não deve disputar cargos eletivos em 2026. Ambos já ocupam cadeiras no Senado Federal, o que, em princípio, afasta a possibilidade de candidatura neste ciclo eleitoral.
A movimentação indica uma estratégia do governo de utilizar quadros experientes na articulação política e eleitoral, especialmente em regiões onde o capital político desses nomes é consolidado.
Reorganização do governo para o período eleitoral
Durante o mesmo discurso, Lula também sinalizou que outras mudanças devem ocorrer na composição do governo federal nas próximas semanas. Segundo o presidente, diversos integrantes da equipe ministerial devem deixar seus cargos para disputar as eleições de outubro.
“Vai sair muita gente para ser candidato. E eu também não tenho que entregar mais nada, agora é só cumprir o que já foi aprovado”, declarou.
A fala sugere que o governo entra em uma fase de consolidação das políticas já aprovadas, ao mesmo tempo em que promove ajustes na equipe para atender às demandas do processo eleitoral.
Contexto político e próximos passos
A saída de Camilo Santana do Ministério da Educação ocorre em um momento de reorganização interna no Executivo federal, com foco tanto na continuidade administrativa quanto na preparação para as eleições. Ainda não foi anunciado oficialmente quem assumirá o comando da pasta após a saída do ministro.
Santana esteve à frente do MEC em um período marcado por iniciativas voltadas à alfabetização e à recomposição de políticas educacionais. Sua participação no evento sobre o Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização reforça o alinhamento com programas considerados prioritários pela atual gestão.
Com a saída prevista para o início de abril, a expectativa é de que o governo anuncie em breve o substituto para dar continuidade às ações da pasta, enquanto Camilo Santana passa a atuar diretamente na articulação política e eleitoral do governo federal.
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Fonte: https://gcmais.com.br/noticias/ceara/2026/03/23/camilo-santana-deixara-o-mec-em-2-de-abril-lula-afirma-que-ministro-nao-disputara-eleicoes/

