Casa leva voz da Mata Atlântica à COP30 em Belém

A Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA) inaugura, de 12 a 15 de novembro, a Casa da Mata Atlântica, em Belém (PA), durante a COP30. O espaço, instalado na Universidade da Amazônia (Unama), no bairro Umarizal, será um ponto de encontro gratuito e aberto ao público, reunindo pesquisadores, ambientalistas, lideranças comunitárias, gestores públicos e artistas, entre eles, a atriz Lucélia Santos.

O evento reforça a importância da Mata Atlântica como bioma essencial para o equilíbrio climático e a qualidade de vida no país. Apesar de o foco principal da COP30 ser a Amazônia, a RMA alerta para a interdependência entre os biomas brasileiros e o papel estratégico da Mata Atlântica na regulação do clima, na geração de água e na preservação da biodiversidade.

“A Mata Atlântica é onde grande parte do Brasil urbano vive, produz e consome. Conservar e restaurar esse bioma é reconstruir o país que queremos: justo, resiliente e comprometido com a vida”, afirma Tânia Martins, coordenadora-geral da RMA.

Abertura e programação

A cerimônia de abertura será na quarta-feira (12), às 19h, com o painel “A Amazônia recebe a Mata Atlântica”, mediado pela jornalista e escritora Cristina Serra. Participam João Paulo Capobianco, secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima; João Cláudio Arroyo, economista e professor da Unama; os deputados federais Nilto Tatto e Ivan Valente; e Tânia Martins, da RMA.

Durante os cinco dias de atividades, a Casa sediará painéis, debates, oficinas e apresentações culturais que conectam ciência, arte e políticas públicas. Entre os temas estão biodiversidade, justiça climática, restauração ecológica, transição energética e bioeconomia.

Entre os convidados confirmados estão o ministro Antônio Herman Benjamin, presidente do STJ e referência internacional em Direito Ambiental, e a atriz Lucélia Santos, também reconhecida por sua militância ambiental. Cristina Serra aproveitará a ocasião para lançar seu livro Cidade Rachada.

Conservação e restauração como prioridades

A Mata Atlântica já perdeu cerca de 70% da cobertura original e concentra o maior número de espécies ameaçadas do país. Mesmo assim, ainda abriga a maior parte da população brasileira e as principais bacias hidrográficas.

De acordo com Tânia Martins, a proteção das florestas maduras deve ser prioridade:

“Não basta restaurar o que foi destruído. É preciso garantir que o que ainda existe seja efetivamente protegido.”

A RMA defende que a conservação e a restauração são estratégias complementares — preservar o que resta e reconectar paisagens degradadas é fundamental para conter a crise climática e garantir os serviços ecossistêmicos essenciais, como água e estabilidade do clima.

Uma iniciativa coletiva

A Casa da Mata Atlântica reúne diversas organizações da sociedade civil que atuam em educação ambiental, justiça climática e fortalecimento comunitário. Entre elas estão Funbea, Rebea, Defensores do Planeta, AMLD, SER, Instituto 5 Elementos, Apremavi, WWF-Brasil, ISA, IDS, Anama e outras redes e movimentos parceiros.

A iniciativa conta com o apoio da Fundação SOS Mata Atlântica e do Fundo Casa Socioambiental, reforçando o protagonismo coletivo na defesa do bioma mais ameaçado, e mais estratégico, do Brasil.

Serviço

Casa da Mata Atlântica – COP30
Local: Universidade da Amazônia (Unama), Av. Alcindo Cacela, 287, Umarizal, Belém (PA)
Datas: 12 a 15 de novembro
Programação completa: rma.org.br/news/casa-da-mata-atlantica-na-cop-30 |

Fonte: https://diariodopara.com.br/belem/casa-leva-voz-da-mata-atlantica-a-cop30-em-belem/