O Clube de Pesquisadores Mirins do Museu Paraense Emílio Goeldi está de volta e já abriu inscrições para o novo processo seletivo. Os interessados têm até o próximo dia 27 para se candidatar, exclusivamente pelo site da instituição, por meio do formulário eletrônico. Criado em 1997, o projeto é uma das iniciativas mais tradicionais de educação científica na Amazônia e já atendeu mais de 4.500 crianças e adolescentes em quase três décadas de atividades desenvolvidas no Parque Zoobotânico, em Belém.
Após um período de suspensão para reorganização institucional diante dos compromissos relacionados à COP30, o programa retorna em formato piloto, com atualização teórica e metodológica. Segundo o diretor do Museu Goeldi, Nilson Gabas Júnior, a nova edição adota de forma mais estruturada o ensino por investigação e a perspectiva de educação emancipatória inspirada em Paulo Freire, estimulando a curiosidade, a autonomia intelectual e a capacidade crítica dos participantes.
50 VAGAS
Neste ano, serão oferecidas 50 vagas para estudantes do 5º ao 9º ano do ensino fundamental e do 1º ano do ensino médio, matriculados em escolas públicas e privadas da Região Metropolitana de Belém. As inscrições são gratuitas e metade das vagas é reservada a alunos da rede pública. Do total, 40 vagas serão destinadas a novos participantes e 10 a veteranos de edições anteriores, que poderão permanecer no projeto por até dois anos, caso aprovados.
A inclusão social é um dos pilares desta nova fase. Além da reserva de vagas para estudantes da rede pública, o programa contará com uma rede de padrinhos e madrinhas da ciência, formada por alunos de pós-graduação, pesquisadores e profissionais de comunicação do museu. A proposta é fortalecer o vínculo entre quem produz conhecimento e quem está dando os primeiros passos no universo científico, conectando a formação dos jovens aos desafios reais da Amazônia.
De acordo com a chefe do Serviço de Educação do Museu Goeldi, Mayara Larrys, a edição foi estruturada para ampliar o diálogo entre as pesquisas desenvolvidas na instituição e a iniciação científica dos estudantes. A experiência no museu, considerado um dos principais centros de pesquisa da Amazônia, permite que crianças e adolescentes tenham contato direto com saberes científicos e com a preservação do patrimônio cultural, material e imaterial da região.
ATIVIDADES COMEÇAM EM 24 DE MARÇO
O processo seletivo será realizado entre os dias 3 e 5 de março, sempre às 14h, no Parque Zoobotânico. No ato da inscrição, o candidato deve escolher a turma desejada. Serão formadas duas turmas, com 25 integrantes cada: “Planeta Animal – da Lupa ao Binóculo”, voltada a estudantes do 5º ao 9º ano e dedicada ao estudo das relações entre animais, população e meio ambiente; e “Jardins da Ciência”, destinada a alunos do 8º ano ao 1º ano do ensino médio, com foco na ciência presente no cotidiano e na sociedade.
No dia 3 de março, será feita a avaliação dos veteranos, com prova escrita sobre o tema escolhido e autoavaliação. Nos dias 4 e 5, ocorrem as seleções dos novos candidatos, que participarão de entrevista oral e dinâmicas em grupo. Além dos conteúdos sobre ciência na Amazônia, história do Museu Goeldi e do próprio clube, serão observados aspectos como curiosidade, colaboração e responsabilidade.
O resultado será divulgado no dia 16 de março, no site e no Instagram do museu. As atividades começam em 24 de março para a turma Jardins da Ciência e em 25 de março para a turma Planeta Animal. Informações adicionais podem ser obtidas presencialmente no prédio do Serviço de Educação, no Parque Zoobotânico, de segunda a sexta-feira, das 9h às 14h, ou pelo e-mail [email protected].
Fonte: https://diariodopara.com.br/belem/projeto-pesquisadores-mirins-esta-de-volta-ao-emilio-goeldi/

