Copa do Mundo 2026 vira laboratório global para IA, dados e infraestrutura digital

Desde o início do ano, a redação acompanha como a Copa do Mundo 2026 extrapola os gramados e reconfigura modelos de gestão, tecnologia e negócios. O torneio inaugurado nesta quinta-feira (11) no Estádio Azteca, em Cidade do México, é o mais complexo já organizado: 48 seleções, 16 estádios em três países e uma infraestrutura tecnológica que coloca a edição em outro patamar. Reunimos abaixo algumas reportagens publicadas sobre o tema.

Infraestrutura e inteligência artificial

Copa do Mundo de 2026 será a mais tecnológica da história; Lenovo quer ser a espinha dorsal do torneio

Reportagem inaugural da série especial sobre tecnologia e Copa do Mundo. Erick Pascoalato, gerente-geral da unidade Infrastructure Solutions Group (ISG) da Lenovo Brasil, detalha como a empresa, primeira parceira oficial de tecnologia da Fifa, estruturou uma arquitetura capaz de suportar até 180 milhões de acessos simultâneos. A estratégia combina servidores de IA, computação de alto desempenho e resfriamento líquido em quatro frentes: experiência do torcedor, inteligência operacional, análise esportiva e legado tecnológico. Uma das apostas mais ambiciosas é a criação de avatares digitais tridimensionais dos jogadores a partir de dados coletados em campo, com precisão centimétrica e integração ao VAR.

Copa do Mundo 2026: IA e dados se tornam padrão dentro e fora de campo

A própria bola mudou. A Trionda, da Adidas, carrega chip de IA e sensor de 500 Hz que transmite em tempo real dados de posição, rotação e impacto da chuteira para as equipes de arbitragem, alimentando o impedimento semiautomático. O sistema de rastreamento óptico da Fifa instala 16 câmeras por estádio e capta 29 pontos do corpo de cada jogador até 50 vezes por segundo. Nas arquibancadas, a infraestrutura de 5G dos três países-sede abre caminho para o estádio inteligente, com realidade aumentada e estatísticas ao vivo disponíveis pelo celular.

Alemanha usa IA para redefinir o futebol de alto nível; Bayern lidera adoção

O Bayern de Munique é um dos clubes mais avançados na adoção de inteligência artificial no futebol de alto rendimento. O aplicativo do clube mapeia toda a jornada do torcedor, da compra do ingresso ao consumo dentro do estádio, gerando dados que alimentam tanto decisões de negócio quanto a experiência personalizada nas arquibancadas. Com Mateus Grings, especialista em IA no esporte da SAP Brasil, a reportagem examina como a Alemanha consolidou um modelo de adoção tecnológica que vai das comissões técnicas ao relacionamento com o público.

Plataforma da SAP apoia seleções classificadas para a Copa do Mundo

Quatro seleções presentes no Mundial chegam ao torneio usando o SAP Sports One: Alemanha, Inglaterra, Áustria e Suécia. A plataforma centraliza dados de desempenho físico e técnico, análise de adversários, planejamento de treinamentos e monitoramento em tempo quase real. Clubes como Bayern de Munique, Manchester City e Chelsea também integram o ecossistema. “O diferencial está em quem utiliza com mais eficiência e faz a melhor leitura dos dados disponibilizados”, diz Grings.

Estádios e experiência do torcedor

6 estádios tecnológicos que mostram como IA, APIs e redes autônomas redefinem o esporte

A transformação digital no esporte vai além do Wi-Fi. A reportagem examina seis estádios que já operam como plataformas digitais complexas, com redes autônomas, segurança biométrica, produção audiovisual sobre IP e arquiteturas escaláveis para picos extremos de tráfego. Um dos casos é o estádio do Atlético de Madrid, que instalou mais de 1,5 mil pontos de acesso Wi-Fi 7 gerenciados por IA, com otimização automática de canal conforme a densidade do público. A conclusão da reportagem aponta diretamente para a Copa: o torneio de 2026 será um laboratório global de tecnologia aplicada ao entretenimento.

Transmissão

Globo reduz latência no streaming e leva Copa do Mundo 2026 ao vivo em 4K

A Globo apresentou em coletiva a infraestrutura que vai sustentar sua cobertura do Mundial. O GloboPlay adota protocolos de baixa latência nas 32 transmissões gratuitas da GE TV, reduzindo o atraso em relação à TV aberta de dezenas de segundos para poucos segundos. Todos os jogos chegam em 4K pelo SporTV. A GE TV, lançada há menos de um ano, estreia como plataforma digital nativa construída sobre um modelo ágil: televisão, streaming e redes sociais como camadas de uma mesma operação, com ajustes de formato em tempo real. A Copa de 2026, com jogos simultâneos em três países-sede e fusos distintos, é seu maior teste.

Gestão de tecnologia

CTO do Lance! redesenha tecnologia para o maior teste do ano, a Copa do Mundo

Marcos Ráyol chegou ao Lance! há poucos meses com a missão de transformar o veículo em uma empresa de media tech orientada por produto, dados e performance. A Copa é o primeiro grande estresse da nova arquitetura: durante o torneio, a audiência pode triplicar. A empresa redesenha a infraestrutura para operar em tempo real e já testa modelos em que desenvolvedores trabalham com apoio de agentes de IA, antecipando uma reorganização mais ampla do trabalho técnico.

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Fonte: https://itforum.com.br/noticias/copa-do-mundo-2026-vira-laboratorio-global-para-ia-dados-e-infraestrutura-digital/