Investimento em empresas AI-native brasileiras ainda é tímido, aponta relatório

Nos últimos anos, o mercado de Tecnologia percebeu um avanço significativo do uso de inteligência artificial (IA) nas empresas brasileiras. Segundo o Índice de Maturidade de IA Empresarial 2026 da ServiceNow, 57% das organizações no País já utilizam IA ativa em suas operações. Como motor da inovação dentro deste ecossistema, as startups e venture capitals também aumentaram suas criações e investimentos na área. Ainda assim, os aportes são tímidos quando comparados com a atuação global.

É o que indica o relatório Guia Salarial 2026 da Fox Human Capital. De acordo com o estudo, no cenário global, a IA absorveu cerca de 50% de todo o capital de risco global em 2025, arrecadando US$ 211 bilhões, quase o dobro em relação aos US$ 114 bilhões de 2024. O movimento é percebido como uma realocação estrutural de capital, no qual fundos estão reposicionando suas teses de investimento em torno de empresas que usam IA como base competitiva central seja em modelos de linguagem, agentes autônomos ou infraestrutura de dados.

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No entanto, no Brasil, das maiores rodadas de equity do ano passado, apenas duas foram para startups cujo core é inteligência artificial. O ritmo mais gradual, de acordo com o estudo, se deve à preferência por negócios com escala comprovada, como fintechs, logtechs e traveltechs B2B. Nesse sentido, a IA aparece com mais frequência como camada de eficiência dentro de produtos já estabelecidos do que como tese central de investimento.

Ainda assim, a expectativa é de aceleração para os próximos anos. Em entrevistas para a consolidação do relatório, a Fox Human Capital captou de gestores uma inclinação para investir mais em startups AI-first à medida que estas comprovem ROI mensurável e construam modelos com dados proprietários. Casos como a lawtech Enter, que captou US$ 36,8 milhões com Founders Fund e Sequoia, mostram indicam esta tendência.

A Fox indica ainda que é essencial que os fundadores de startups entendam melhor a dinâmica do mercado, e como a comprovação de ROI mensurável remodela teses, due diligence e perfis de contratação, alinhando o seu conhecimento sobre o funcionamento dos produtos ao perfil de atuação dentro da cadeia.

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Fonte: https://itforum.com.br/noticias/investimento-timido-ai-native-br/