Vereadora bolsonarista acusa ex de fazer BO para tentar barrar pré-candidatura

Vereadora Malu Fernandes, do PL de Mogi das Cruzes. Foto: Reprodução

A vereadora bolsonarista Malu Fernandes (PL), de Mogi das Cruzes, acusa o ex-companheiro Mario Luiz Moreno Júnior, conhecido como Júnior Moreno, de perseguição, ameaças, violência psicológica e violência política de gênero. A Justiça de São Paulo determinou, nesta segunda-feira (21), que novos fatos relatados pela parlamentar entrem no inquérito policial já aberto sobre o caso.

Malu afirma que Moreno usou um boletim de ocorrência para persegui-la e tentar prejudicar o anúncio de sua pré-candidatura a deputada estadual. A defesa do empresário nega as acusações de violência e sustenta que a inclusão dos relatos no inquérito não significa reconhecimento da versão apresentada pela vereadora.

Moreno atualizou, em maio, um boletim de ocorrência registrado em outubro de 2025, inicialmente sem autoria definida, para atribuir à parlamentar supostos danos no apartamento onde os dois haviam morado. No registro atualizado, ele relatou ter encontrado o imóvel revirado, objetos espalhados pelo chão e uma jaqueta da marca Armani rasgada.

O empresário afirmou ter obtido imagens de câmeras de segurança do condomínio e identificado Malu como a mulher que entrou no prédio. A alteração no boletim ocorreu duas semanas depois de a 3ª Vara Criminal de Mogi das Cruzes conceder medidas protetivas à vereadora e determinar a abertura de investigação sobre as acusações feitas por ela.

Malu diz que o ex-companheiro tentava controlar sua atuação política durante o relacionamento e passou a ameaçá-la após o término. “Ele chegou a abordar um assessor meu direto falando que ia acabar com a minha vida e também com o meu mandato”, afirmou a vereadora.

Aliada de Michelle, Priscila Costa declarou apoio a Flavio Bolsonaro. Foto: Reprodução

As medidas protetivas também alcançam o empresário Fernando Aparecido Hilário, sócio de Moreno e acusado pela parlamentar de coação. Os dois devem manter distância mínima de 200 metros de Malu e não podem entrar em contato com ela.

A juíza Larissa Boni Valieres rejeitou, porém, o pedido para impedir que os acusados fizessem menções públicas à vereadora. A magistrada considerou que a restrição poderia configurar censura prévia, já que Malu exerce mandato eletivo.

A parlamentar afirma que, depois da atualização do boletim, Moreno promoveu uma “divulgação coordenada” das acusações em redes sociais e veículos de comunicação. O conteúdo veio a público em 16 de julho, mesmo dia em que ela anunciou a pré-candidatura à Assembleia Legislativa de São Paulo.

No dia seguinte, Malu pediu a ampliação das medidas protetivas, a retirada das publicações e o envio das novas informações à Polícia Civil e ao Ministério Público. O juiz Heitor Moreira de Oliveira autorizou a incorporação dos fatos ao inquérito, mas negou os demais pedidos por enquanto, com o entendimento de que é preciso reunir novas provas e ouvir a versão do acusado.

A defesa de Júnior Moreno afirma que adotará medidas judiciais contra a divulgação de alegações que classifica como falsas, difamatórias ou sem respaldo em decisão judicial. Os advogados também dizem que a divulgação do boletim no dia do anúncio da pré-candidatura foi coincidência, porque Moreno teria aguardado a disponibilização das imagens de segurança pelo condomínio.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/malu-fernandes-acusaexcompanheiro-bo-pre-candidatura-alesp/